Cadeira nº 2: Thiago de Mello

Thiago de Mello (1926–2022) foi poeta, escritor, tradutor, ensaísta e diplomata amazonense, reconhecido como uma das mais importantes vozes da literatura brasileira contemporânea.
Sua obra, marcada pelo humanismo, pelo compromisso com a justiça social, a defesa da democracia, dos direitos humanos e da Amazônia, alcançou projeção internacional e foi traduzida para diversos idiomas.
Dentre as obras publicadas, destaca-se o livro “Faz Escuro Mas Eu Canto” e o emblemático poema “Os Estatutos do Homem”, traduzido para mais de 30 idiomas.
Viveu parte de sua trajetória no exílio durante o governo militar, mantendo intensa interlocução com grandes nomes da literatura latino-americana.
A sua existência ficou marcada pelo exílio, onde construiu muitas amizades, como Pablo Neruda (1904-1973), Júlio Cortázar (1914-1984), Jorge Luís Borges (1899-1986), Nicanor Parra (1914-2018), Alejo Carpentier (1904-1980) e Gabriel García Márquez (1927-2014).
Sua poesia, de linguagem lírica, consolidou seu legado como um dos grandes poetas brasileiros e latino-americanos do século XX.
