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Cadeira nº 12: João Barbosa Rodrigues

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João Barbosa Rodrigues nasceu em 22 de junho de 1.842, na cidade do Rio de Janeiro, mas foi criado na cidade de Campanha/MG, pois ficou órfão de mãe ainda muito jovem. Sempre muito legado à natureza, pretendia estudar medicina, mas em razão da morte do pai foi cursar a Escola Central de Engenharia, no Rio de Janeiro. Imensamente influenciado pela obra de Francisco Freire Alemão, um dos maiores botânicos brasileiros e também pelo Dr. Guilherme S. de Capanema, outro amante da botânica e seu mestre, autodidata, envolveu-se com temas tão diversificados como a etnografia, a linguística, a arqueologia, o indigenismo, a botânica, a química e a farmácia. E era um grande desenhista. Foi o Barão de Capanema quem o levou a dirigir a cadeira de Desenho no Imperial Colégio Pedro II.


Barbosa Rodrigues foi professor de desenho e pintura no referido colégio e também secretário do Instituto Comercial de Engenharia. Conciliava como poucos as atividades de cientista e artista botânico.


Em 1,870 publicou seu monumental livro “Genera et species orchidearum novarum”, em três volumes.


Em 1.872, por indicação do Barão de Capanema integrou uma missão do governo imperial para estudar o vale do Rio Amazonas, tendo lá permanecido três anos e meio, ocasião em que estudou fauna, flora e os índios da região, produzindo farto material científico, amplamente publicado. Pela Princesa Isabel foi nomeado fundador e diretor do Museu Botânico do Amazonas em 1.883.


Com a proclamação da República voltou para a capital e foi nomeado pelo Marechal Deodoro Diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, deixando o Museu Botânico do Amazonas, que então dirigia e que foi extinto. No Jardim Botânico do Rio, que dirigiu até falecer em 1.909, fez importantíssimos trabalhos, tornando-o uma instituição voltada à ciência e não à mera recreação, como era.


Além da obra já citada, destacam-se em sua produção científica: “Sertum Orchidacearum” e “Sertum Palmarum Brasiliensium”. Grande parte do material produzido na primeira obra foi posteriormente utilizada por Cogniaux, em “Flora Brasiliensis”, de von Martius.


Em suas viagens pelo sertão do Brasil sempre teve a companhia de sua esposa, D. Constança Barbosa Rodrigues, homenageada por ele em diversas solenidades oficiais e em táxons de orquidáceas, como do gênero Constantia e de palmeiras. Ele próprio foi homenageado no gênero Rodriguesia.


A Biblioteca Barbosa Rodrigues, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, desde 1.890, é uma fonte de relíquias e pesquisas. Possui cerca de 110 mil volumes, entre livros, periódicos, iconografias, dissertações e teses na área de botânica e correlatas, sendo a maior da América Latina.


Barbosa Rodrigues, portanto, é importante pilar da cultura do nosso país.

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